Repost – Projetos de conservação e a participação comunitária

Este texto é a reprodução da matéria publicada no dia 03/12/2020 pelo Portal ES360, disponível em: Projetos de conservação e a participação comunitária – ES360

Os projetos de conservação surgem em resposta aos problemas ambientais concretos como risco de extinção de espécies, degradação dos solos e dos cursos d’água e ameaças ao funcionamento dos ecossistemas. Para que tenham sucesso, é preciso o envolvimento de diferentes profissionais como biólogos, veterinários, sociólogos, economistas, geólogos, gestores e educadores de diferentes níveis de formação. Desde o voluntário, o estagiário, até os mestres e doutores, cada membro de um projeto de conservação tem sua importância na construção das respostas aos problemas, pois imprimem diferentes concepções sobre o mundo.

Mas, para que um projeto de conservação alcance seus objetivos e tenha abordagens realistas é fundamental a integração com a comunidade local.

Por mais conhecimento técnico-científico que a equipe possua, é imprescindível a construção de espaços de diálogo e interação com representantes locais (comunidades, escolas e instituições) e com as pessoas da comunidade para compreender a realidade local, obtendo informações importantes que a comunidade possui e que podem ser compartilhadas em benefício do programa de conservação.

O conhecimento tradicional, a história local, os valores e a compreensão de mundo da comunidade trazem realismo e legitimidade aos programas de conservação, se forem levados em consideração no planejamento e execução das ações.

É fundamental a existência de pessoas que façam o elo entre o projeto e a comunidade, pois essa aproximação concede à equipe o direito de ser ouvida e facilita o entendimento por parte da comunidade da importância do projeto até o ponto de se envolverem em sua execução.

Buscar o olhar da comunidade e entender a realidade local é fundamental para promover o fortalecimento das boas relações, tirando o foco dos conflitos que geralmente existem entre as atividades humanas e a natureza.

É preciso investir muito em troca de experiências, intensificar o aprendizado mútuo e reconhecer o protagonismo das comunidades nas ações, sempre com base na ciência e cuidado para que não se crie expectativas que não possam ser cumpridas.

O trabalho de conservação deve levar em consideração a importância da dimensão social e promover a sintonia entre a ciência e o saber popular ampliando o sentimento de pertencimento da comunidade e destacando a importância de sua contribuição para a conservação da biodiversidade. Caso contrário, as chances de fracasso são maiores que as de sucesso e quem sai perdendo é a natureza.

Para saber mais sobre o projeto, acesso: https://www.imd.org.br/programa-saira-apunhalada

O PCSA Programa de Conservação da Saíra-apunhalada é um programa de pesquisa e conservação da espécie Nemosia rourei, desenvolvido na região serrana do Espírito Santo e sediado no município de Vargem Alta.

Realização:
– Instituto Marcos Daniel (@imdbrasil)
– Transmissora Caminho do Café / Alupar

Parceria:
– Parque das Aves (@parquedasaves)
– Avistar Brasil (@avistar)
– Save Brasil (@savebrasil)
– Reserva Águia Branca (@reservaaguiabranca)
– CSE Brasil (@cse_brasil_)
– Montanhas Capixabas (@montanhascapixabasoficial)

Comunicação:
– Dezoito Design (@dez8ito_design)

Faça a diferença: Apoie nossos projetos

Faça a diferença: Apoie nossos projetos

Todas as doações são direcionadas para os projetos do IMD para arcar com despesas como equipamentos de pesquisa, combustível, alimentação da equipe, mão de obra dos projetos e demais despesas ligadas às atividades fim do instituto. Ou seja, o seu dinheiro será gasto com pesquisa, conservação e proteção da nossa fauna.

Aponte seu celular para esse QR-Code e faça sua doação via PayPal ou clique na logo.